Sexta-feira, Outubro 30, 2009
sacolejava as palavras
na mente de ideias desconexas
dos porquês!
da tentativa de se descrever
durante o trafego do ônibus sacolejante
*
*
coisa de gente sem eira nem beira
que de caneta e papel faz verso musical
lendo o livro de um certo alguem
letra fugitiva, garranchando para quem
puro vestigio de poesia
*
*
desenfreada epifania
diante do onibus que abarrota de gente
aqueles que vao e ja foram
nesse compasso de um vai e vem
interminavel de todo dia
*
*
as vezes penso muito no porque das coisas
o que vejo é diferente, serão meus olhos?
será minha mente?
agridoce ilusão doce de coisas presentes
um tudo que fascina, que surpreende
*
*
coisa de gente sem eira nem beira
que de banco a calçada
faz poesia derradeira
que de pedra a estrada
faz poesia de bar
versos escritos em um papel furtivo
deixa estar! deixa estar!
*
*
dentre o azar e a sorte
fico pela metade
com sabedoria do se perder, do se ganhar
de tantos porquês e quereres
deixa estar! deixa estar!
VANESSA BAZANI 6:27 PM
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