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Domingo, Agosto 16, 2009

Faltou luz, mas era dia,
O sol invadiu a sala
Fez da TV um espelho
Refletindo o que a gente esquecia

Faltou luz, mas era dia....
Dia!
Faltou luz, mas era dia!
Dia!

O som das crianças brincando nas ruas
Como se fosse um quintal
A cerveja gelada na esquina
Como se espantasse o mal

Um chá para curar essa azia
Um bom chá para curar essa azia.
Todas as ciências, de baixa tecnologia.
Todas as cores escondidas
Nas nuvens da rotina

Para gente ver...
Por estes prédios enormes.
Para gente ver...
O que sobrou do céu.

Declarei minha morte com palavras quebradiças de entusiasmo.
Foi com um tom baixo e meio caótico que confessei que era como se tivesse morrido e as palavras despejadas da boca de meu melhor amigo protestaram.

“É como se você tivesse nascido somente agora” – Ele disse tentando me confundir.

Pela primeira vez confessei pessoalmente que minhas objeções haviam evaporado, a sensação de liberdade tomando forma dentro de mim e me transportando para caminhos que já mais havia pensando, realmente as profecias estavam alertando, eu mudara.

Havia uma parte de mim que gritava pela arte, era nos sonhos que entendia isso, as coisas começavam a fazer um sentido mortal e eu procurava entende-las. Precisava voltar para o caminho que planejara há muito tempo, não queria ser apenas uma amante das artes, mas fazer parte daquele mundo vivido que criara só para mim. Desejava a vida de uma Deusa da liberdade, alguém livre de qualquer preocupação, alguém que de uma hora para outra poderia pegar suas coisas e sumir pela noite adentro.

Não era uma vida banal ou confusa que me esperava, mas uma vida empolgante e mergulhada na arte, havia só uma coisa que mantinha os seres humanos decentes e este veio era a arte, onde o homem poderia similar-se aos anjos talentosos e com o fervor de um demônio transmitir seus sentimentos para reles mortais admirarem-se.

Estava decidida e todos ventos apontavam para a mesma direção, sonhos, pressentimentos e diálogos, amigos circundados de energia que me faziam bem, era para onde eu correria, era para onde meus cabelos à frente sacolejassem que iria.

Desta vez eu iria até o fim, pois já havia começa sem me dar conta a trilhar o caminho que mais sonhara na vida, o caminho da arte, o fluídico, o do humor e drama. O caminho da loucura, o domínio do canto, dos contos, do balançar do compasso, da musica erudita e rústica, das pinturas e da beleza da tecnologia conjunta com a beleza da arte.Do mundo bonito demais para existir de tão fingido.

Como a vida era uma mentira deslavada, porque não deixar que a mentira fosse ainda mais vivida e bonita? Porque não permitir um mundo bélico e melindroso aos contos de fada.

Marktub, pois já estava tudo escrito, só precisava da claridade certa para ler e reler meu futuro. Era uma promessa do eu para o eu.

Sorria, sorria, chore, chore, dance, dance, cante e se apavore...

VANESSA BAZANI 7:12 PM

Quarta-feira, Agosto 05, 2009

[ATENÇÃO: O mundo está acabando, todos os sinais foram relevados, a mídia já está anunciando o fim com pretexto de vender tiragens e visão. O MUNDO VAI ACABAR e o que você tem haver com isso? A mídia sempre diz que "tudo haver".]

O mundo vai acabar. O que eu faço? "Fácil! Se mate para viver ou morra tentando" Mas aí vou morrer do mesmo jeito, e a graça? "Invente uma! Já basta a do mundo vai acabar... Sua mente é fértil, você consegue".

*******************

Aos meus sete anos percebi que não sabia encurtar nada e muito menos alongar as coisas, era tudo tão pela metade que eu chegava a rir e chorar ao mesmo tempo para se chegar ao estado de equilíbrio sentimental, não sabia encurtar conversas e muito menos alongá-las para que durassem para sempre, nunca aprendi cultivar as coisas e muito menos me desfazer delas. Pode parecer um paradoxo boçal, só que é uma imensurável verdade nada de especial, apenas uma das coisas que me ajudam a viver. Logicamente pela metade!
VANESSA BAZANI 3:17 AM

Segunda-feira, Agosto 03, 2009

03 de Agosto de 2009

Minha cabeça parecia que ia explodir a qualquer momento e por isso acabei por ligar o som, procurava por músicas suaves e clássicas para que o fluxo de sangue do me cérebro voltasse ao normal.

A cada dia me sentia mais triste e ao mesmo tempo mais viva, não tinha noção de tempo ou espaço, a época mais estanha de minha vida, a lucidez era presente e tentava me manter ocupada a todo o tempo apenas com coisas que gostasse, quase sempre a dúvida não existia e isso era reconfortante. Eu sabia que isto não demoraria a acabar, mas aproveitaria o tempo que fosse, havia nascido com algum tipo de sorte estranha, a começar por estar viva quando não devia.
Eu passei muitos anos me perguntando do porque eu estar aqui se não era para estar, talvez fosse para resolver algumas pendências e fazer tudo aquilo que gostasse. Talvez para me fazer assentir a um mundo do qual eu não pertencia.

De vez em quando o aborrecimento vinha, o questionamento precário sobre o tempo, o porque das coisas acontecerem mesmo tendo as respostas sempre ao meu redor costumava me confundir.

As pessoas sumiam, paravam de conversar, perdiam o interesse, as brincadeiras desapareciam, se afastavam das outras e os sentimentos eram guardados em caixas floridas de veludo e quando as tardes quentes do verão chegavam a saudade sempre estava a vagar pelos arredores.

Acho que entendi que o importante não é o “para sempre”, mas sim o momento presente, os momentos que serão conhecidos como “guardados para sempre”, mesmo que as pessoas desapareçam o que pouco deixado em nos ficara para sempre marcado em nossos semblantes.

Mesmo que estivesse convencida de que tinha de fazer tudo agora para não perder nada depois, não era exatamente de um jeito tão radical que pensava, não precisava amar demais, ou mesmo comer todos os chocolates da dispensa com pressa de que não houvesse tempo para isso, e muito menos trabalhar para comprar um carro ou uma casa o quanto antes. Minha visão era do sentimento de liberdade e de vivencia, era viver o presente sem parecer um robô eletrônico que todos os dias persegue o mesmo rumo, que todo o dia diz a mesma coisa e todo o dia está com as mesmas pessoas. Meus princípios de vivencia saudável eram outros. O de sentir cada momento, cada gota de água da pia, cada vento soprado na testa e nos cabelos, cada som, o rodopiar no piso da cozinha por simplesmente nada, o estudo aprofundado dos mais diversos gostos e falar com quem realmente gostasse, estar com quem realmente amasse.

Sei que todo esses bons momentos acabariam e eu teria de começar a pensar em como sobreviver por conta, mas enquanto durasse a liberdade tão esplendida que às vezes me atormentava com um sentimento de situação irreal. Meus mecanismos sensacionalistas, a veia que a sociedade costumava preencher com uma espécie de sangue negro latejava com avisos de que acabaria mal pela minha conduta.

Mas quem disse que ser feliz era ruim?
Ao contrario, sempre incentivaram as pessoas a serem felizes, apenas não explicavam como ser.

Naquele inverno prorrogado de falta do que fazer tentei me ocupar e permanecer no meu mundo silencioso por todo o tempo, eu poderia considerar-me uma pessoa comum, conversava sempre, sabia das tendências, noticias e emoções de toda uma era, mas costumava não me envolver muito.

Tinha tantos sonhos para realizar, algumas matérias outras espirituais, poderia ser estranho de se explicar, mas haviam vozes na minha mente, elas me indicavam o caminho sempre, podia as ouvir com precisão em minha idade atual, quando mais nova não me lembro de muitas coisas, mas lembro-me que elas sempre estiveram lá. Uma duas ou mais, não me recordava, apenas as escutava.

Uma vez li sobre a voz do coração que é muito baixa e que pode ser ouvida com atenção, acho que li em algum livro sobre Alquimia esta questão. A cada dia eu tentava não pensar no amanhã, tentava viver as coisas de cada vez, tinha algumas metas e arrependimentos, mas estava pronta para o que der e vier, como a vida era curta eu precisava aprender tudo que pudesse, essa era minha grande meta neste mundo, eu não sabia se era o certo, mas as vozes me diziam que foi para isto que nasci, para amplificar meu espírito, para me saciar de conhecimento e isto apenas tinha começado. Ainda havia muito que aprender...
VANESSA BAZANI 6:41 PM

27 de julho

Um dia fora pulado em minhas anotações, nada para se preocupar. Hoje fora mais um daqueles finais de semanas interessantes, apenas não entediantes devido aos filmes.
Ah eram tantos para se ver e minha cota estava se enriquecendo constantemente, pois sempre tive momentos para tudo. Tinha pequenos vícios conforme a época e nos últimos tempos os filmes eram passa tempo predileto.

Recentemente resolvi fazer uma espécie de acervo de imagens de todos os filmes que já tinha visto e que me lembrava, ao todo já são mais de cem imagens bastante comentadas por todos, tanto que achei a idéia bem interessante e tinha planos de repeti-la com outros tipos de artes como a literária e cartunista.

Faltavam apenas dois dias para meu aniversario de 21 anos de vida, não me importava muito com a data, mas sabia que desta vez as coisas mudariam, sentia cada vez mais meu mundo dilacerando em alguma parte, ao todo estava preparada para tudo. Tinha vários desejos e sonhos e esperava conquista-los até o final dos tempos, ou pelo menos parte deles.

De uns tempos para cá meus sonhos se esvaíram, não tinham a mesma intensidade de antigamente e a realidade me dominara como se tudo não passasse de uma caçada, já era tarde demais para voltar e muito cedo para prosseguir. As metáforas pairavam em minha mente e meus mais profundos desejos estavam a borbulhar para que fossem atendidos.

A luxuria, ambições e egoísmo haviam cedido e a verdadeira razão assumia lugar para que a alma pudesse dançar livremente pelos campos floridos da consciência exasperada.
Tudo que sonhará atualmente era fruto dos meus mais preciosos objetivo, nada superficial, apenas o necessário para sentir o equilíbrio e expor um sorriso na face.

Daqui dois dias aguardava muitas manifestações e pensamentos bons que me ajudariam a prosseguir sem olhar para trás com saudade do amanhã, olhos de arrependimento e ilusão, quem sabe a ultima opção era se lembrar das coisas que não precisavam ser lembradas.

O tempo contava nos dedos e nas sombras, os livros que nunca li e tantas coisas por fazer, a vida não era tão ruim assim, bastava aprender a viver. E se não houvesse jeito que um fosse inventado, um fosse criado de forma desigual ao igual, ao todo.

E me despedia com sinceridade e afeto destes 20 anos que passei sem arrependimentos, sem lembranças e sem acréscimos.

VANESSA BAZANI 6:41 PM

Noite fria de julho, faltavam apenas cinco dias para meu aniversario, ao contrario dos países acima da linha do Equador o Brasil era daqueles típicos ao contrario conforme os climas, o inverno ocorria em julho e o verão na época do famoso Natal, mais precisamente Dezembro. O engraçado é que o Natal possuía toda aquela atmosfera gélida, com neve e arvores enfeitadas, chocolate quente e cobertas. Apesar do calor insuportável do verão o brasileiro teimava em festejar a data que nem combinava com nada.

Mas vamos aos fatos, não foi exatamente disso que vim conversar esta noite, comecemos pelos sonhos, como recente costume acordei com o celular tocando dentre 1 ou 2 da tarde, estava com tanta preguiça de fazer qualquer coisa, mas o dever me chamava. Afinal, dentre ficar em casa vadiando pelos cantos o ideal era tentar fazer alguma coisa na lojinha de meu irmão onde a vadiagem parecia mais elegante.

Fiquei por varias horas entediada, passei algumas músicas para um amigo e conversei com outros, coisas sem sentido e matávamos o tempo assim. Li um novo capitulo de One Piece mais para o final da tarde, onde a história uma das minhas prediletas se mostrava cada dia mais interessante. Ao fim escutei um podcast sobre vampirismo que não me acrescentou nada além de algumas teorias enervadas. Após o telefone do meu pai avisando que me buscaria aguardei tranqüilamente sua chegada. A essa altura o frio se tornara bem intenso, um clima que em particular gosto muito.

Antes de me acomodar ao conforto o lar fomos até uma academia onde o Rafael se matricularia para fazer aulas de musculação, analisei os preços da aula de natação, caros demais para meu gosto. Prometi ao Tiago que iríamos verificar outro lugar para fazermos as aulas nos próximos dias. Esperava que minhas promessas fossem cumpridas sempre que possível. O problema era quando o possível era realmente possível!

Mais a noite revi Coraline, uma grande obra de Neil Gaiman, um conto de terror para crianças que não era exatamente para crianças, gostava muito de me comparar com a personagem de personalidade forte e às vezes irritante, tinha em mente realizar o trabalho do próximo modulo do curso baseado em algo relacionado a Coraline, provavelmente um hotsite com o tema, daria o máximo de mim.

Tentei recordar alguma coisa significante no dia de hoje, mas nada me ocorreu, ainda sentia fraqueza e desanimo perante tudo. Esperava que tudo isso passasse. De fato, normalmente tinha crises de mortalidade, era quando deixava de gostar das coisas e da vida e acabava morrendo com o tempo. Este sentimento ocorria sempre quando prestes a mudar completamente, mudar os hábitos, os fatos e os sentimentos. Era como uma borboleta que aguardava tediosamente em seu casulo a chance de sair e voar. A borboleta era o meu maior símbolo de existência e mobilidade e por que não metamorfose radical.

Ainda possuía o desejo de tatuar uma bela borboleta nas costas como símbolo da minha essência, ela seria presa em um alfinete de grandeza, um ligamento visível entre corpo e alma na tentativa de que minha alma nunca voasse e escapasse, não quando ainda não era hora disso.

Arrumei algumas coisas, fins algumas anotações e adiantei detalhes do meu site portfolio que há tempos estava construindo, tinha certeza que ia terminar, estava confiante de que tudo daria certo. Afinal, o certo não é sempre como a gente acha que é.

VANESSA BAZANI 5:12 PM


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