| Brabuletando | ||
Textos morbidos! archives Sexta-feira, Julho 24, 2009 Engraçado como a gente pensa uma coisa e muitas vezes acontece outra totalmente diferente, perdi todas os horários possíveis deste dia, horário do curso, horário do trabalho e porque não as horas para se viver. Estava tão cansada de tudo, só queria ir para casa e não sair de lá, nas primeiras horas da manhã permaneci no mundo dos sonhos, tão reconfortantes a ponto de não me recordar de nenhum deles. Como podem ver estou escrevendo sempre de forma atrasada, não consigo dormir muito bem e por isso costumo comentar do dia que não existe mais, sempre sobre o anterior. Então pensei, para onde vão os dias que passaram? Será que alguém neste planeta já pensou em algo do tipo? Para onde todas as coisas que passam vão e de onde elas vieram? Ah, que mistério!! Novamente não consegui fazer exatamente nada daquilo que planejei mentalmente e continuei frustrada. Mais pela noite conversei com alguns amigos pela internet, dentre eles um que há tempos não esbarrava... E como está perdido! É como se finalmente tivesse aberto seus olhos para o mundo e para suas manifestações homicidas e violentas. Apenas lhe exibi palavras bonitas e reconfortantes. No final tudo dará certo – foi o que disse. Ele me questionou com um “talvez não”, mas rebati que às vezes o certo não era exatamente o que esperávamos que fosse e que se este certo fosse conforme uma espécie de missão, então que assim fosse. A crise existencial é rara, mas não é fácil de curar, provavelmente não haja cura, acho que a minha permanecerá para sempre no coração. Espero que de alguma forma ela me torne uma pessoa melhor a cada instante, mesmo com os pros e contras é assim que sou e não podemos esquecer daquele papo de missão. Realmente minha mãe estava empolgada com o fato de me vestir bem com vestidos, suas tentativas de livrar-se dos filhos por relacionamentos amorosos se mostrou tão falha, o que ela não entendia é que futuramente poderia sentir muitas saudades de nos e já seria tarde para voltar atrás. Neste ano decidi permanecer mais próximo a eles, vivendo em uma bolha particular, mas ainda assim convivendo para não perder muitos momentos familiares. Perguntava-me para onde iam os momentos perdidos... Resolvi fazer alguns download´s, uma trilha sonora oriental e um filme que há tempos gostaria de rever e foi assim que meu dia pulou para o outro, apesar de considerar que o novo dia se nascia com o Sol e não pelos horários tolos dos humanos. Era meio radical com relação às regras da sociedade, porque o verde tinha de ser verde e porque o lápis tinha de se chamar lápis? Meu irmão mais velho tentou justificar diversas vezes com milhões de motivos os fatos, só que ainda assim sentia repulsa por tantas nomenclaturas. Nem tudo deveria ser seguido como lei. – pensava. O mais estranho era que anteriormente havia pedido que o tempo passasse rapidamente e poderia considerar um dito e feito, mas agora me arrependia, pois estava tudo indo rápido demais e as coisas que planejei começavam a ficar para trás. Entretanto, me acostumei a ir com o tempo, um passo de cada vez. E para onde iam as coisas que planejávamos e não cumpríamos? – novamente e por último pensei. posted by VANESSA BAZANI 4:25 PM Quinta-feira, Julho 23, 2009 Dia 23 de Julho Eram três da manhã e procurava por uma caneta, o sono rodopiava há minha volta, sem caneta, sem sucesso! Não consegui escrever os pensamentos que escapavam por dentre os minutos, era um pouco frustrante não ser possível captar todos. Quem sabe uma dessas idéias poderia salvar minha vida, ou mesmo responder uma daquelas minhas perguntas mais profundas e praticamente inaudíveis ao meu bom senso. A data no calendário analógico marcava dia 23 de julho de 2009, estava em véspera de mais um ano de vida, grande coisa – pensava. Haviam passado vinte e um anos de forma tão rápida e costumava me lembrar de que quando criança queria por que queria crescer mais rápido, que enganação do ego. Naquela época arquitava uma vida incrível como adulta, cheia de sonhos irreais e por esses anos quase não realizei metade deles. Atualmente minha mãe estava muito sociabilizada comigo, como jamais esteve pelo que lembro, estava feliz pela minha atitude de me tornar uma pessoa mais feminina, era inegável meu fascino por vestidos e cuidados diversos após experimentar o primeiro, tão confortável e singular. Talvez ela pensasse que estava eu empolgada com algum garoto, mas a realidade é que até o momento não houve ninguém que despertasse em mim algum sentimento forte o bastante para se apelidar de amor. Parece meio triste o relato, mas é a uma realidade que não me incomoda muito, aprendi a trilhar caminhos alternativos e solitários na maior parte do tempo, às vezes a solidão incomodava um pouco, mas era algo a se acostumar. Minhas idéias estavam fixadas na teoria de que alguma coisa pudesse acontecer, algo revolucionário, tinha este sentimento especial desde a infância, esperava por algo que mudasse minha vida para sempre, ou que mudasse o mundo de alguma forma, creio que sempre estive pronta para o imprevisto ensaiado. Na altura do campeonato percebi coisas incomuns em minha condição existencial, tinha boa memória, era sensitiva e tinha muitos dons, não que levasse realmente a serio o fato, mas basicamente tudo que coloquei as mãos, principalmente com relação a artes, acabava por fazer de forma bem feita. Não sou uma pessoa brilhante, meio estabanada e sem jeito quanto a círculos sociais, acabei por escolhendo a área de Design devido à paixão por informática e artes, achei a união perfeita de ambas às partes. Tinha certeza de minhas vocações, mas costumava me abater pela preguiça e desanimo, algumas vezes não acabando aquilo que começava. Esperava mudar este péssimo habito daqui para frente, em que tudo que surgisse um inicio, teria de terminar no fim e se tivesse certeza da desobrigação, jamais começaria. Mais tardar teria de levantar de novo e pegar o mesmo ônibus de sempre, descer na mesma calçada apinhada de gente e atravessar alguns metros para chegar até a escola, escolheria meu lugar e me prestaria a entender a matéria até o dia começar realmente. Rotinas realmente me irritavam, mas me acalmavam de certa forma! posted by VANESSA BAZANI 4:01 PM |
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