Quinta-feira, Novembro 05, 2009 :::
Pior é quando começa a chover e tudo fica pior do que já era, seus poderes de pensamento começam a voltar para dentro da cabeça saindo de onde estavam, talvez largados em um canto qualquer da lembrança de existirem.
Você começa a fazer poesia sobre a chuva e por incrível que pareça fiz poesia de chuva há uns minutos atrás. Ficou horrível, eu sei, mas alguma coisa tinha que fazer para refrear os impulsos de me tacar debaixo da água e ir pingando dentro do ônibus sentido casa.
::: posted by VANESSA BAZANI at 5:50 PM
Sexta-feira, Outubro 30, 2009 :::
sacolejava as palavras
na mente de ideias desconexas
dos porquês!
da tentativa de se descrever
durante o trafego do ônibus sacolejante
*
*
coisa de gente sem eira nem beira
que de caneta e papel faz verso musical
lendo o livro de um certo alguem
letra fugitiva, garranchando para quem
puro vestigio de poesia
*
*
desenfreada epifania
diante do onibus que abarrota de gente
aqueles que vao e ja foram
nesse compasso de um vai e vem
interminavel de todo dia
*
*
as vezes penso muito no porque das coisas
o que vejo é diferente, serão meus olhos?
será minha mente?
agridoce ilusão doce de coisas presentes
um tudo que fascina, que surpreende
*
*
coisa de gente sem eira nem beira
que de banco a calçada
faz poesia derradeira
que de pedra a estrada
faz poesia de bar
versos escritos em um papel furtivo
deixa estar! deixa estar!
*
*
dentre o azar e a sorte
fico pela metade
com sabedoria do se perder, do se ganhar
de tantos porquês e quereres
deixa estar! deixa estar!
::: posted by VANESSA BAZANI at 6:27 PM
Domingo, Agosto 16, 2009 :::
Faltou luz, mas era dia,
O sol invadiu a sala
Fez da TV um espelho
Refletindo o que a gente esquecia
Faltou luz, mas era dia....
Dia!
Faltou luz, mas era dia!
Dia!
O som das crianças brincando nas ruas
Como se fosse um quintal
A cerveja gelada na esquina
Como se espantasse o mal
Um chá para curar essa azia
Um bom chá para curar essa azia.
Todas as ciências, de baixa tecnologia.
Todas as cores escondidas
Nas nuvens da rotina
Para gente ver...
Por estes prédios enormes.
Para gente ver...
O que sobrou do céu.
Declarei minha morte com palavras quebradiças de entusiasmo.
Foi com um tom baixo e meio caótico que confessei que era como se tivesse morrido e as palavras despejadas da boca de meu melhor amigo protestaram.
“É como se você tivesse nascido somente agora” – Ele disse tentando me confundir.
Pela primeira vez confessei pessoalmente que minhas objeções haviam evaporado, a sensação de liberdade tomando forma dentro de mim e me transportando para caminhos que já mais havia pensando, realmente as profecias estavam alertando, eu mudara.
Havia uma parte de mim que gritava pela arte, era nos sonhos que entendia isso, as coisas começavam a fazer um sentido mortal e eu procurava entende-las. Precisava voltar para o caminho que planejara há muito tempo, não queria ser apenas uma amante das artes, mas fazer parte daquele mundo vivido que criara só para mim. Desejava a vida de uma Deusa da liberdade, alguém livre de qualquer preocupação, alguém que de uma hora para outra poderia pegar suas coisas e sumir pela noite adentro.
Não era uma vida banal ou confusa que me esperava, mas uma vida empolgante e mergulhada na arte, havia só uma coisa que mantinha os seres humanos decentes e este veio era a arte, onde o homem poderia similar-se aos anjos talentosos e com o fervor de um demônio transmitir seus sentimentos para reles mortais admirarem-se.
Estava decidida e todos ventos apontavam para a mesma direção, sonhos, pressentimentos e diálogos, amigos circundados de energia que me faziam bem, era para onde eu correria, era para onde meus cabelos à frente sacolejassem que iria.
Desta vez eu iria até o fim, pois já havia começa sem me dar conta a trilhar o caminho que mais sonhara na vida, o caminho da arte, o fluídico, o do humor e drama. O caminho da loucura, o domínio do canto, dos contos, do balançar do compasso, da musica erudita e rústica, das pinturas e da beleza da tecnologia conjunta com a beleza da arte.Do mundo bonito demais para existir de tão fingido.
Como a vida era uma mentira deslavada, porque não deixar que a mentira fosse ainda mais vivida e bonita? Porque não permitir um mundo bélico e melindroso aos contos de fada.
Marktub, pois já estava tudo escrito, só precisava da claridade certa para ler e reler meu futuro. Era uma promessa do eu para o eu.
Sorria, sorria, chore, chore, dance, dance, cante e se apavore...
::: posted by VANESSA BAZANI at 7:12 PM
Quarta-feira, Agosto 05, 2009 :::
[ATENÇÃO: O mundo está acabando, todos os sinais foram relevados, a mídia já está anunciando o fim com pretexto de vender tiragens e visão. O MUNDO VAI ACABAR e o que você tem haver com isso? A mídia sempre diz que "tudo haver".]
O mundo vai acabar. O que eu faço? "Fácil! Se mate para viver ou morra tentando" Mas aí vou morrer do mesmo jeito, e a graça? "Invente uma! Já basta a do mundo vai acabar... Sua mente é fértil, você consegue".
*******************
Aos meus sete anos percebi que não sabia encurtar nada e muito menos alongar as coisas, era tudo tão pela metade que eu chegava a rir e chorar ao mesmo tempo para se chegar ao estado de equilíbrio sentimental, não sabia encurtar conversas e muito menos alongá-las para que durassem para sempre, nunca aprendi cultivar as coisas e muito menos me desfazer delas. Pode parecer um paradoxo boçal, só que é uma imensurável verdade nada de especial, apenas uma das coisas que me ajudam a viver. Logicamente pela metade!
::: posted by VANESSA BAZANI at 3:17 AM
Segunda-feira, Agosto 03, 2009 :::
03 de Agosto de 2009
Minha cabeça parecia que ia explodir a qualquer momento e por isso acabei por ligar o som, procurava por músicas suaves e clássicas para que o fluxo de sangue do me cérebro voltasse ao normal.
A cada dia me sentia mais triste e ao mesmo tempo mais viva, não tinha noção de tempo ou espaço, a época mais estanha de minha vida, a lucidez era presente e tentava me manter ocupada a todo o tempo apenas com coisas que gostasse, quase sempre a dúvida não existia e isso era reconfortante. Eu sabia que isto não demoraria a acabar, mas aproveitaria o tempo que fosse, havia nascido com algum tipo de sorte estranha, a começar por estar viva quando não devia.
Eu passei muitos anos me perguntando do porque eu estar aqui se não era para estar, talvez fosse para resolver algumas pendências e fazer tudo aquilo que gostasse. Talvez para me fazer assentir a um mundo do qual eu não pertencia.
De vez em quando o aborrecimento vinha, o questionamento precário sobre o tempo, o porque das coisas acontecerem mesmo tendo as respostas sempre ao meu redor costumava me confundir.
As pessoas sumiam, paravam de conversar, perdiam o interesse, as brincadeiras desapareciam, se afastavam das outras e os sentimentos eram guardados em caixas floridas de veludo e quando as tardes quentes do verão chegavam a saudade sempre estava a vagar pelos arredores.
Acho que entendi que o importante não é o “para sempre”, mas sim o momento presente, os momentos que serão conhecidos como “guardados para sempre”, mesmo que as pessoas desapareçam o que pouco deixado em nos ficara para sempre marcado em nossos semblantes.
Mesmo que estivesse convencida de que tinha de fazer tudo agora para não perder nada depois, não era exatamente de um jeito tão radical que pensava, não precisava amar demais, ou mesmo comer todos os chocolates da dispensa com pressa de que não houvesse tempo para isso, e muito menos trabalhar para comprar um carro ou uma casa o quanto antes. Minha visão era do sentimento de liberdade e de vivencia, era viver o presente sem parecer um robô eletrônico que todos os dias persegue o mesmo rumo, que todo o dia diz a mesma coisa e todo o dia está com as mesmas pessoas. Meus princípios de vivencia saudável eram outros. O de sentir cada momento, cada gota de água da pia, cada vento soprado na testa e nos cabelos, cada som, o rodopiar no piso da cozinha por simplesmente nada, o estudo aprofundado dos mais diversos gostos e falar com quem realmente gostasse, estar com quem realmente amasse.
Sei que todo esses bons momentos acabariam e eu teria de começar a pensar em como sobreviver por conta, mas enquanto durasse a liberdade tão esplendida que às vezes me atormentava com um sentimento de situação irreal. Meus mecanismos sensacionalistas, a veia que a sociedade costumava preencher com uma espécie de sangue negro latejava com avisos de que acabaria mal pela minha conduta.
Mas quem disse que ser feliz era ruim?
Ao contrario, sempre incentivaram as pessoas a serem felizes, apenas não explicavam como ser.
Naquele inverno prorrogado de falta do que fazer tentei me ocupar e permanecer no meu mundo silencioso por todo o tempo, eu poderia considerar-me uma pessoa comum, conversava sempre, sabia das tendências, noticias e emoções de toda uma era, mas costumava não me envolver muito.
Tinha tantos sonhos para realizar, algumas matérias outras espirituais, poderia ser estranho de se explicar, mas haviam vozes na minha mente, elas me indicavam o caminho sempre, podia as ouvir com precisão em minha idade atual, quando mais nova não me lembro de muitas coisas, mas lembro-me que elas sempre estiveram lá. Uma duas ou mais, não me recordava, apenas as escutava.
Uma vez li sobre a voz do coração que é muito baixa e que pode ser ouvida com atenção, acho que li em algum livro sobre Alquimia esta questão. A cada dia eu tentava não pensar no amanhã, tentava viver as coisas de cada vez, tinha algumas metas e arrependimentos, mas estava pronta para o que der e vier, como a vida era curta eu precisava aprender tudo que pudesse, essa era minha grande meta neste mundo, eu não sabia se era o certo, mas as vozes me diziam que foi para isto que nasci, para amplificar meu espírito, para me saciar de conhecimento e isto apenas tinha começado. Ainda havia muito que aprender...
::: posted by VANESSA BAZANI at 6:41 PM
27 de julho
Um dia fora pulado em minhas anotações, nada para se preocupar. Hoje fora mais um daqueles finais de semanas interessantes, apenas não entediantes devido aos filmes.
Ah eram tantos para se ver e minha cota estava se enriquecendo constantemente, pois sempre tive momentos para tudo. Tinha pequenos vícios conforme a época e nos últimos tempos os filmes eram passa tempo predileto.
Recentemente resolvi fazer uma espécie de acervo de imagens de todos os filmes que já tinha visto e que me lembrava, ao todo já são mais de cem imagens bastante comentadas por todos, tanto que achei a idéia bem interessante e tinha planos de repeti-la com outros tipos de artes como a literária e cartunista.
Faltavam apenas dois dias para meu aniversario de 21 anos de vida, não me importava muito com a data, mas sabia que desta vez as coisas mudariam, sentia cada vez mais meu mundo dilacerando em alguma parte, ao todo estava preparada para tudo. Tinha vários desejos e sonhos e esperava conquista-los até o final dos tempos, ou pelo menos parte deles.
De uns tempos para cá meus sonhos se esvaíram, não tinham a mesma intensidade de antigamente e a realidade me dominara como se tudo não passasse de uma caçada, já era tarde demais para voltar e muito cedo para prosseguir. As metáforas pairavam em minha mente e meus mais profundos desejos estavam a borbulhar para que fossem atendidos.
A luxuria, ambições e egoísmo haviam cedido e a verdadeira razão assumia lugar para que a alma pudesse dançar livremente pelos campos floridos da consciência exasperada.
Tudo que sonhará atualmente era fruto dos meus mais preciosos objetivo, nada superficial, apenas o necessário para sentir o equilíbrio e expor um sorriso na face.
Daqui dois dias aguardava muitas manifestações e pensamentos bons que me ajudariam a prosseguir sem olhar para trás com saudade do amanhã, olhos de arrependimento e ilusão, quem sabe a ultima opção era se lembrar das coisas que não precisavam ser lembradas.
O tempo contava nos dedos e nas sombras, os livros que nunca li e tantas coisas por fazer, a vida não era tão ruim assim, bastava aprender a viver. E se não houvesse jeito que um fosse inventado, um fosse criado de forma desigual ao igual, ao todo.
E me despedia com sinceridade e afeto destes 20 anos que passei sem arrependimentos, sem lembranças e sem acréscimos.
::: posted by VANESSA BAZANI at 6:41 PM
Noite fria de julho, faltavam apenas cinco dias para meu aniversario, ao contrario dos países acima da linha do Equador o Brasil era daqueles típicos ao contrario conforme os climas, o inverno ocorria em julho e o verão na época do famoso Natal, mais precisamente Dezembro. O engraçado é que o Natal possuía toda aquela atmosfera gélida, com neve e arvores enfeitadas, chocolate quente e cobertas. Apesar do calor insuportável do verão o brasileiro teimava em festejar a data que nem combinava com nada.
Mas vamos aos fatos, não foi exatamente disso que vim conversar esta noite, comecemos pelos sonhos, como recente costume acordei com o celular tocando dentre 1 ou 2 da tarde, estava com tanta preguiça de fazer qualquer coisa, mas o dever me chamava. Afinal, dentre ficar em casa vadiando pelos cantos o ideal era tentar fazer alguma coisa na lojinha de meu irmão onde a vadiagem parecia mais elegante.
Fiquei por varias horas entediada, passei algumas músicas para um amigo e conversei com outros, coisas sem sentido e matávamos o tempo assim. Li um novo capitulo de One Piece mais para o final da tarde, onde a história uma das minhas prediletas se mostrava cada dia mais interessante. Ao fim escutei um podcast sobre vampirismo que não me acrescentou nada além de algumas teorias enervadas. Após o telefone do meu pai avisando que me buscaria aguardei tranqüilamente sua chegada. A essa altura o frio se tornara bem intenso, um clima que em particular gosto muito.
Antes de me acomodar ao conforto o lar fomos até uma academia onde o Rafael se matricularia para fazer aulas de musculação, analisei os preços da aula de natação, caros demais para meu gosto. Prometi ao Tiago que iríamos verificar outro lugar para fazermos as aulas nos próximos dias. Esperava que minhas promessas fossem cumpridas sempre que possível. O problema era quando o possível era realmente possível!
Mais a noite revi Coraline, uma grande obra de Neil Gaiman, um conto de terror para crianças que não era exatamente para crianças, gostava muito de me comparar com a personagem de personalidade forte e às vezes irritante, tinha em mente realizar o trabalho do próximo modulo do curso baseado em algo relacionado a Coraline, provavelmente um hotsite com o tema, daria o máximo de mim.
Tentei recordar alguma coisa significante no dia de hoje, mas nada me ocorreu, ainda sentia fraqueza e desanimo perante tudo. Esperava que tudo isso passasse. De fato, normalmente tinha crises de mortalidade, era quando deixava de gostar das coisas e da vida e acabava morrendo com o tempo. Este sentimento ocorria sempre quando prestes a mudar completamente, mudar os hábitos, os fatos e os sentimentos. Era como uma borboleta que aguardava tediosamente em seu casulo a chance de sair e voar. A borboleta era o meu maior símbolo de existência e mobilidade e por que não metamorfose radical.
Ainda possuía o desejo de tatuar uma bela borboleta nas costas como símbolo da minha essência, ela seria presa em um alfinete de grandeza, um ligamento visível entre corpo e alma na tentativa de que minha alma nunca voasse e escapasse, não quando ainda não era hora disso.
Arrumei algumas coisas, fins algumas anotações e adiantei detalhes do meu site portfolio que há tempos estava construindo, tinha certeza que ia terminar, estava confiante de que tudo daria certo. Afinal, o certo não é sempre como a gente acha que é.
::: posted by VANESSA BAZANI at 5:12 PM
Sexta-feira, Julho 24, 2009 :::
Engraçado como a gente pensa uma coisa e muitas vezes acontece outra totalmente diferente, perdi todas os horários possíveis deste dia, horário do curso, horário do trabalho e porque não as horas para se viver. Estava tão cansada de tudo, só queria ir para casa e não sair de lá, nas primeiras horas da manhã permaneci no mundo dos sonhos, tão reconfortantes a ponto de não me recordar de nenhum deles.
Como podem ver estou escrevendo sempre de forma atrasada, não consigo dormir muito bem e por isso costumo comentar do dia que não existe mais, sempre sobre o anterior.
Então pensei, para onde vão os dias que passaram? Será que alguém neste planeta já pensou em algo do tipo? Para onde todas as coisas que passam vão e de onde elas vieram? Ah, que mistério!! Novamente não consegui fazer exatamente nada daquilo que planejei mentalmente e continuei frustrada.
Mais pela noite conversei com alguns amigos pela internet, dentre eles um que há tempos não esbarrava... E como está perdido! É como se finalmente tivesse aberto seus olhos para o mundo e para suas manifestações homicidas e violentas. Apenas lhe exibi palavras bonitas e reconfortantes. No final tudo dará certo – foi o que disse. Ele me questionou com um “talvez não”, mas rebati que às vezes o certo não era exatamente o que esperávamos que fosse e que se este certo fosse conforme uma espécie de missão, então que assim fosse.
A crise existencial é rara, mas não é fácil de curar, provavelmente não haja cura, acho que a minha permanecerá para sempre no coração. Espero que de alguma forma ela me torne uma pessoa melhor a cada instante, mesmo com os pros e contras é assim que sou e não podemos esquecer daquele papo de missão.
Realmente minha mãe estava empolgada com o fato de me vestir bem com vestidos, suas tentativas de livrar-se dos filhos por relacionamentos amorosos se mostrou tão falha, o que ela não entendia é que futuramente poderia sentir muitas saudades de nos e já seria tarde para voltar atrás. Neste ano decidi permanecer mais próximo a eles, vivendo em uma bolha particular, mas ainda assim convivendo para não perder muitos momentos familiares. Perguntava-me para onde iam os momentos perdidos...
Resolvi fazer alguns download´s, uma trilha sonora oriental e um filme que há tempos gostaria de rever e foi assim que meu dia pulou para o outro, apesar de considerar que o novo dia se nascia com o Sol e não pelos horários tolos dos humanos.
Era meio radical com relação às regras da sociedade, porque o verde tinha de ser verde e porque o lápis tinha de se chamar lápis? Meu irmão mais velho tentou justificar diversas vezes com milhões de motivos os fatos, só que ainda assim sentia repulsa por tantas nomenclaturas. Nem tudo deveria ser seguido como lei. – pensava.
O mais estranho era que anteriormente havia pedido que o tempo passasse rapidamente e poderia considerar um dito e feito, mas agora me arrependia, pois estava tudo indo rápido demais e as coisas que planejei começavam a ficar para trás. Entretanto, me acostumei a ir com o tempo, um passo de cada vez. E para onde iam as coisas que planejávamos e não cumpríamos? – novamente e por último pensei.
::: posted by VANESSA BAZANI at 4:25 PM
Quinta-feira, Julho 23, 2009 :::
Dia 23 de Julho
Eram três da manhã e procurava por uma caneta, o sono rodopiava há minha volta, sem caneta, sem sucesso! Não consegui escrever os pensamentos que escapavam por dentre os minutos, era um pouco frustrante não ser possível captar todos. Quem sabe uma dessas idéias poderia salvar minha vida, ou mesmo responder uma daquelas minhas perguntas mais profundas e praticamente inaudíveis ao meu bom senso.
A data no calendário analógico marcava dia 23 de julho de 2009, estava em véspera de mais um ano de vida, grande coisa – pensava. Haviam passado vinte e um anos de forma tão rápida e costumava me lembrar de que quando criança queria por que queria crescer mais rápido, que enganação do ego. Naquela época arquitava uma vida incrível como adulta, cheia de sonhos irreais e por esses anos quase não realizei metade deles.
Atualmente minha mãe estava muito sociabilizada comigo, como jamais esteve pelo que lembro, estava feliz pela minha atitude de me tornar uma pessoa mais feminina, era inegável meu fascino por vestidos e cuidados diversos após experimentar o primeiro, tão confortável e singular. Talvez ela pensasse que estava eu empolgada com algum garoto, mas a realidade é que até o momento não houve ninguém que despertasse em mim algum sentimento forte o bastante para se apelidar de amor.
Parece meio triste o relato, mas é a uma realidade que não me incomoda muito, aprendi a trilhar caminhos alternativos e solitários na maior parte do tempo, às vezes a solidão incomodava um pouco, mas era algo a se acostumar.
Minhas idéias estavam fixadas na teoria de que alguma coisa pudesse acontecer, algo revolucionário, tinha este sentimento especial desde a infância, esperava por algo que mudasse minha vida para sempre, ou que mudasse o mundo de alguma forma, creio que sempre estive pronta para o imprevisto ensaiado.
Na altura do campeonato percebi coisas incomuns em minha condição existencial, tinha boa memória, era sensitiva e tinha muitos dons, não que levasse realmente a serio o fato, mas basicamente tudo que coloquei as mãos, principalmente com relação a artes, acabava por fazer de forma bem feita. Não sou uma pessoa brilhante, meio estabanada e sem jeito quanto a círculos sociais, acabei por escolhendo a área de Design devido à paixão por informática e artes, achei a união perfeita de ambas às partes. Tinha certeza de minhas vocações, mas costumava me abater pela preguiça e desanimo, algumas vezes não acabando aquilo que começava. Esperava mudar este péssimo habito daqui para frente, em que tudo que surgisse um inicio, teria de terminar no fim e se tivesse certeza da desobrigação, jamais começaria.
Mais tardar teria de levantar de novo e pegar o mesmo ônibus de sempre, descer na mesma calçada apinhada de gente e atravessar alguns metros para chegar até a escola, escolheria meu lugar e me prestaria a entender a matéria até o dia começar realmente.
Rotinas realmente me irritavam, mas me acalmavam de certa forma!
::: posted by VANESSA BAZANI at 4:01 PM
Terça-feira, Abril 04, 2006 :::
Dia memorável
Dia 31 de março de 2006, lá estava eu novamente, andando no confortável e quente carro do meu pai, respondendo calmamente perguntas do tipo, aonde você vai, quando vai voltar, porque vai e com quem vai?
Mais estava com pensamentos tão longe que nem dei importância para o tom meio irritado dele e rumamos para meu breve destino, ponto de trolebus.
Ao chegar me deparei com o Filipe Brasil, novamente iríamos curtir um dia diferente juntos, esperamos nossa carona e partimos para um SHOW DE ROCK.
O que realmente importa não é o fato de eu ter ido ver o Shaaman e Dr Sin tocar, claro que isso é muito foda, mais o que realmente valeu a pena foi à alegria, diversão, espírito da música que contagiava, mais vamos a narrativa.
Descobri que o irmão do Diego é um louco, deveras muito gente fina, foi ele que nos levou até lá.
Eu não consigo expressar ou pelo menos tentar descrever esse dia, apenas ficara guardado nas minhas lembranças e de outros como DIA MEMORAVEL.
Obrigado e agradecimentos especiais aos participantes desse momento:
Felipe BRASIL
Diego
Hailton
Rodrigo
Michelle
::: posted by VANESSA BAZANI at 2:05 PM
Quinta-feira, Março 30, 2006 :::
DONS
Você nasce e morre do jeito que surgiu, as modificações mentais ocorrem aos longos dos anos, a física não é de importância neste mundo, não há o mais belo ou o mais feio fisicamente.
Existe a alma mais bela e a alma mais feia, essas são as características que chamam a atenção no verdadeiro significado da existência.
Você nasce e morre como surgiu!
Com seus grandes dons que se manifestam na hora certa por toda a vida!
Seus defeitos podem ser mudados e suas qualidades podem ser perdidas.
Porém seus dons são impossíveis de se perder ou serem roubados pela demência...
Autora: Vanessa Bazani
::: posted by VANESSA BAZANI at 4:42 PM
Domingo, Março 12, 2006 :::
O que eu penso sobre o DESTINO
Na minha opinião o destino existe, mais não aquele que todos pensam sobre que suas vidas já foram toda organizada para acontecer de acordo a um padrão.
O destino seria um objetivo da vida para nos, como se nos seres humanos livres de pensamento e com o LIVRE ARBÍTRIO para escolher para onde irmos e porque e quando continuar nossas vidas, tivéssemos que alcançar um limite indeterminado em nossa existência, um ponto final provisório no caso.
Porém nem sempre sabermos para onde vamos, sempre andamos no escuro de certa forma hoje posso estar escrevendo aqui e amanha posso estar morta em algum lugar.
Isso foi um mero acaso? Imagino que não, pois podemos escolher a hora de nossa morte se jogando de um prédio, por exemplo, mais se o destino não estiver a favor, alguém naquela mesma hora pode aparecer, algo pode acontecer e toda a historia mudar, pois não era sua hora, no entanto um dia você vai morrer de qualquer jeito.
É como se fosse um ponto onde devemos chegar, mais nos mesmo temos que escolher como chegar até ele, não importa o quando escolhemos sempre iremos chegar ao lugar onde nos foi predestinado estar, mesmo que demoremos, mesmo que precisemos mudar muitas vezes o caminho, mesmo que cheguemos rápido demais ou lentamente, teremos que um dia chegar sendo empurrados pela força da vida que esta em constante movimento.
Esse é o destino que acredito, aquele que do qual estamos destinados a chegar, não importa o caminho escolhido.
Autora: Vanessa Bazani
::: posted by VANESSA BAZANI at 4:24 AM
Desabafos de Póstumas contidas
Quem eu sou?
Porque estou aqui?
Porque devo estar aqui?
Qual é o meu destino?
Quem realmente eu posso me tornar?
O que eu tenho que fazer?
Quem eu deveria ser?
Para onde devo ir?
Onde devo ficar?
Onde devo chegar?
Quando irei desvendar?
A verdade sobre mim...
O que eu me tornei?
O que me espera?
Quem me espera?
Quem eu deveria esperar?
Quem eu espero mais do que a mim mesma?
Porque o mundo é como é?
Porque lutar contra a maré?
Porque desistir ou não?
O que é a verdadeira visão?
Quando se sabe até onde vai a ilusão?
A que preço as coisas fluem?
A que desprezo a vida corre?
Para que sonhar?
O que eu seria capaz?
Pedir algo? Nunca mais...
Quem eu seria?
Onde eu estou ou estaria?
::: posted by VANESSA BAZANI at 2:22 AM
Domingo, Março 05, 2006 :::
Sentença
Se tenho algo a dizer, e é o que parece ainda não o disse,
O que é verdade tentando dizê-lo,
é o que acontece direi um dia, seja cêdo ou tarde!
Um profeta mudo,é como me sinto
enviando sinais constantes de todo gestos visto de longe como farol extinto vulcão antigo expelindo restos!
Com o tempo voando, eu aqui parado
pensando um jeito de proferir sentença tudo passando,o presente é passado...
Terei dito um dia o que pretendo?
é chegada a hora, ou já passou?
se disser, o que for, alguem me entenderá?
Ou já disse um dia e ninguém notou?
Tem de ser um brado quem sabe um urro de protesto sincero por causa justa ou quem sabe ao pé do ouvido como sussurro se for como dor pungente, a todos assusta mas terá de ser dito antes que aconteça
como tem acontecido todo esse tempo
o que se vê, é o excesso, a desavença a razão e a verdade jogadas ao vento...
aos que entenderem o verbo propalado sentirão jubilo e paz na atribulada alma encerrada a missão, ficará calado quem tanto jogou perolas na lama
um vazio imenso será a herança no coração do poeta desencantado surgir novas luta será como esperança para quem tanto disse sem ter falado!
Vanessa Bazani
::: posted by VANESSA BAZANI at 1:19 PM
Domingo, Fevereiro 05, 2006 :::
A borboleta rastejante
Sentia-me novamente em um estado que fixava-se entre a felicidade e a tristeza, eu não sabia bem como chamar, apenas sabia que era o mesmo que não sentir mais nada.
Será que o vazio novamente havia me alcançado?
Durante algum tempo comecei a prestar atenção na melancolia que antecedia o vazio dentro de mim, onde como último resultado, apenas a paz sempre acabava restando, fazendo com que alguma serenidade se instalasse dentro de mim me fazendo esquecer de tudo e forçando-me a olhar para frente outra vez. Uma renovação de dias, meses e anos. Mas ora, o que o tempo importava para quem sabia quando era chegada a hora de renovar-se?
Como uma certa descrição podia dizer que a melancolia me amargurava e me colocava nos piores estados de consciência que eu poderia suportar, o vazio me deixava mais seria e mais triste, por não sentir mais nada.
E é aí que eu começo a descrever a tranqüilidade e a esperança que surgia, como uma borboleta a sair do casulo para voar até que chegasse sua morte, o que antes rastejava, agora poderia voar com novas asas e conhecimentos de tudo aquilo que passará por cima em um tempo que não importava mais.
Voar até que a morte a fizesse cair de cansaço e novamente a deixasse à rastejar no tão conhecido solo de gratidão, mais não com um corpo feio e de cores amenas, mais sim com um corpo de asas lindas e coloridas, que sempre escondiam aquele ser que um dia fora tão lutador e insignificante. Por detrás de uma bela borboleta sempre existirá uma largata faminta por conhecimentos e batalhas entre a vida e a morte.
Pois era assim que surgia a vontade e a determinação para aprender-se a voar...
::: posted by VANESSA BAZANI at 3:32 AM